sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Era noite de sexta-feira, chuvosa, o orvalho atacava a minha rinite. Definitivamente percebi que o alternativo não me atrai. Não moverei um fio para sustentá-lo. Talvez seja muito sensacionalismo para um movimento só, estava ficando incomodado a cada "carcará" ecoado. Diferenças, contradições, um verdadeiro "imagem e ação", mímicas e desenhos por todos os lados e a todo momento. Porém, estão todos vivendo em um mesmo paradigma, a lei da moda é o destaque. Oh, destaque! Fluorescência e muita cor. E aquela canção, me perfurando, sem chance ao contraditório, estava em habitat alheio. Deve existir uma necessidade, um motivo, para explicar o mínimo das ações que presenciei. Aliás, simplesmente eles existem. Uhuh, é um sexo, pagode e açaí, mascarado. Um perfeito carnaval. E eu, cá com meus botões, admirando a criatividade do ser humano, és tolo, construindo aquela tragédia, que com certeza acabaria em um anarquismo romântico, sonhando com o dia que o Pierrot chegaria ao governo Cubano. Que Deus não me permita! O estabelecimento transbordava cultura, também só ele, porque este "cult" não conseguiu me sequestrar. E olha que o rei não estava na minha barriga. Conclui, prefiro viver no meu mundinho fechado imprevisível. O poder me fascina, e definitivamente percebi que o alternativo não me atrai, com o perdão da ênfase.

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