Ne me quitte pas, il fault oublier. Ó mundo cruel, pedidos. Sempre foi preciso esquecer. A tentação é áspera, o amor torna-se incapaz de resistí-la, os pensamentos e a culpa, tornam-se pecados. Teu amor me fez cego, te fez rude, me trouxe ao mundo dos itinerantes. A fábula que sempre termina em "Adeus" já me faz entediado, os mesmos gestos, as mesmas justificações e o mesmo choro no pé da cama, saboreando os últimos sais da lágrima. Admito que minhas indagações de gato-mestre são totalmente incompreensíveis, já que todas as réplicas tuas estão em minhas perguntas, é o velho discurso burocrático, sem sentido, nefasto. Chega cansada, vestida com a melhor explicação. Me beija. Pausa. É o momento oportuno para meus questionamentos e teus esclarecimentos, desgastada está nossa relação. Chora, diz que não me quer mais. "Adeus". Clama, sussurra por luz apagada, me leva a Amsterdã, pula da vitrine e em meio as flores, mergulhando nas melhores sensações, me satisfaz. Irresistíveis, chega o sono. Com o primeiro raio do sol, retorna todas as experiências. "Não é bem assim", "Confesso que", vocábulos rotineiros, teu olhar encontra meus suspiros raivosos, enfim, as comparações começam a surgir, quanto melhor ele, minha fúria pateticamente situa-se. Juro não questionar mais, viveremos nessa eterna mentira, felizes, e por mais amor que tenhamos ao outro, estaremos sempre leves com nossos desvios, incorreções. Levaremos nosso amor, ao leme do sinismo. Minhas perguntas não existirão, tuas respostas, tampouco. As relações necessitam de menos explicações, mais liberdade, mais aceitação. O amor supera e prospera qualquer percauço ao longo do caminho, se difícil entender, não procure. Esqueça pós-questionamentos, esqueça, viva! Talvez esteja pensando demais em "Closer". Sinta, permita-se, aos poucos estará entregue às delícias peculiares do jogo do amor.
2 comentários:
Nauds, adorei seu blog, estarei sempre te visitando aqui! Beijão!
Danoo, enfim você! Beijo!
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