sábado, 3 de outubro de 2009

O que faço contigo? Até parece a filha da chiquita bacana, nunca entra em cana, família demais. Mas forçadamente teus trejeitos entregam a marca das tuas vestes. Fingida, pérfida, infundada, tua razão esguicha jatos de desespero, incerta. Tuas partes estão harmonicamente esfrangalhadas. As leis a que se submete, intimadas em um divã vermelho, cheias de culpas, queixas, um verdadeiro desprazer, análoga a uma inexpressiva litigância de má-fé, formam um overbook inabalável. Os espelhos te perseguem, as lamparinas estão sempre acesas. Talvez essa visão fantástica, ilusão sedutora, precisa chegar ao alvo, ao confudó do cafundó. E se precisar de auxílio, estarei aqui, sempre em nível elevado, mas prestes a jogar o cordão delgado, na tentativa de livrar-te da ruína. Aceito o desafio de te recompor, juntar caco a caco. Tua carne, essa já apodrecida, me servirá, ao menos como prática de vida. Espero que após esse processo de mutação, eu possa olhar esse teu "farol desajustado" e consiga alinhá-lo, a reta é uma só, sem bifurcações ao longo da via, cabe ao teu cerne, percorrer acautelando por antecipação. Que ressurjam das cinzas os ensinamentos mais nobres, tome conhecimento, aprenda.
"...uma cápsula protetora,
ah eu quero chegar antes,
pra sinalizar o estar de cada coisa,
filtrar seus graus.
Eu ando pelo mundo,
divertindo gente... "

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